domingo, 22 de maio de 2011

Fichamento do livro "Desenvolvimento Sustentável"

SCOTTO, Gabriela; CARVALHO, Isabel C. de Moura; GUIMARÃES, Leandro Belinaso. Desenvolvimento Sustentável. 3ª edição. Petrópolis: Ed. Vozes, 2008


Assim como os conceitos de “globalização” e “cidadania”, as expressões desenvolvimento sustentável e sustentabilidade  adquiriram muita visibilidade ao longo das últimas décadas, geralmente associadas ao que se supõe seja uma qualidade positiva atribuída a algum fenômeno, proposta ou prática social. (p. 8)

O conceito de desenvolvimento sustentável entra em cena nos anos 80. É formulado num documento intitulado Our Common future (“ Nosso “futuro comum”). Foi resultado do trabalho da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (GMMAD), formada por representantes de governos, ONGs e da comunidade científica de vários países. (p. 8)
A definição de desenvolvimento sustentável que o documento apresenta e que se torna célebre nos anos 90 é a de um “desenvolvimento que é capaz de garantir as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem também às suas (p. 9)
Como é possível constatar pelo expressivo conjunto de compromissos assumidos, a Rio-92 foi um marco no estabelecimento de tratados e convenções que dão início a um novo patamar de diálogo e negociações internacionais em torno das regulações ambientais, tanto entre os setores governamentais como entre os movimentos sociais e ONGs. (p. 43)
A primeira pergunta versa exatamente sobre o consumo. A necessária redução do mesmo parece ser um consenso nos debates. Contudo torna-se imperativo perguntar sobre que consumo é esse, que deve reduzi-lo e quais impactos distributivos dos recursos ambientais se deseja conquistar. (p. 67)
A segunda pergunta, sobre as “extremidades”, busca sintetizar alguns aspectos do debate em torno dos efeitos, sobretudo os considerados negativos, das ações de uns atores sociais sobre outros. (p.67)
A terceira pergunta é sobre o território, ou seja, sobre qual seria o espaço compreendido nas estratégias de sustentabilidade. (p. 67)
Os movimentos ecológicos contestatórios operavam com idéia do consumo como um mal, que poderia e deveria, inclusive, ser corrigido através da educação. (p. 69)
Como argumenta Pádua, “a responsabilidade por esta destruição cabe, de forma quase total, a uma minoria de 1/5 da humanidade (PÁDUA. 2003:10). (p. 76)
Sem dúvida, a busca da sustentabilidade socioambiental estaria muito limitada e vislumbrada a partir, somente, de uma racionalidade tecnológica e de uma globalização focada simplesmente no mercado. (p. 91)

Um comentário:

  1. Muito interessante. O texto trata de forma simples e direta os temas mais hodiernos com relação ao tema desenvolvimento sustentável.

    ResponderExcluir